O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, Ricardo Izar (PTB-SP), afirmou, nesta segunda-feira, em São Paulo, que a tentativa de um acordo para poupar ou abrandar penas de deputados acusados de participar do esquema do "mensalão", conforme denúncia feita no domingo pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), não encontrará amparo no órgão.

"Ninguém vai ser poupado. Não vamos aceitar acordo de jeito nenhum. Aqueles que erraram serão punidos", disse.

Segundo Izar, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar trabalha de forma acelerada para concluir os trabalhos antes do prazo de 90 dias exigido para que se terminem os processos.

De acordo com ele, caso não haja obstáculos, nos próximos 30 dias, uma parte significativa das apurações deve estar próxima da conclusão e, no máximo, em janeiro, o Conselho de Ética e Decoro terá encerrado toda a atividade.

Izar disse que ainda não é possível avaliar se os castigos impostos aos parlamentares acusados serão equânimes ou se terão um escalonamento, conforme o crime cometido.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, no entanto, afirmou que uma parte dos deputados pode ser absolvida. "Gostaria de esclarecer que temos aí uns quatro ou cinco casos que, se fizerem uma boa defesa e mostrarem que não tiveram participação, eles serão absolvidos."

Izar voltou a criticar a concessão de liminares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a parlamentares petistas acusados de participar do esquema de corrupção. "Acho que o posicionamento do Poder Judiciário foi indevido e inócuo porque ele vai atrasar o processo em, no máximo, dez dias. Atrasando o processo, é uma pena porque o Conselho de Ética precisava dar uma satisfação à sociedade", opinou.