Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu o fim das filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até abril de 2006, ao responder a questionamento do radialista Roberto Canazio, da Radio Tupi (RJ). "A ordem é acabar com as filas, dando dignidade ao cidadão", disse Lula. E acrescentou: "Assumindo o compromisso com a família da Rádio Tupi, dizendo ao povo do Rio de Janeiro e ao povo brasileiro: nós vamos acabar com as filas do INSS, melhorando o atendimento das pessoas. A partir de março, começo de abril. Pode me cobrar".

Durante a entrevista a emissoras de rádio do Rio de Janeiro e São Paulo, Lula convidou o ministro da Previdência, Nelson Machado, para participar da conversa. O ministro explicou que as filas começarão a diminuir a partir de fevereiro, mas que acabar com elas de uma única vez não é tão fácil. "Melhorar a partir de fevereiro, presidente. Acabar com a fila de uma vez é muito difícil. Uma fila é normal e necessária. Qualquer repartição, qualquer empresa que tem atendimento, organiza as pessoas em fila. Uma fila pode ser ruim e desconfortável e pode ser a organização do atendimento. Nós vamos organizar o atendimento", afirmou.

O presidente disse que o primeiro compromisso é moralizar a Previdência Social e afirmou que o governo vai também disponibilizar mais canais de informação e ampliar o horário de funcionamento das agências, das 8h às 18h, para evitar que as pessoas fiquem horas nas filas. "Muitas vezes, uma pessoa quer saber se tem direito ou não de se aposentar. Ela não precisar ir numa agência. Ela pode, por telefone, resolver esse problema, porque não tem nada mais insano neste país do que um cidadão se levantar à meia-noite para ir para uma fila, às vezes, para ficar na fila o dia inteiro".

O ministro Nelson Machado informou que um programa de qualidade será implantado nos 30 maiores postos do INSS e que todos os médicos credenciados vão ser substituídos por concursados, o que permitirá dedicação integral dos médicos a Previdência Social.

Para Lula, metade das filas no INSS "pode terminar com pouca coisa". O presidente concedeu entrevista, no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (24), às rádios Capital AM (SP), Tupi (SP), Globo (RJ) e Tupi (RJ).