Durou quase quatro horas a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o vice-presidente José Alencar e seis ministros que integram o "gabinete da crise" no Palácio do Planalto.

No encontro, ficou decidido que no momento o presidente não vai fazer nenhum novo pronunciamento sobre a crise. Havia correntes favoráveis a um novo pronunciamento, desta vez em rede nacional de rádio e TV. Mas o presidente optou por não fazê-lo.

Uma das preocupações do Planalto é que não se sabe ainda o que pode vir pela frente, o que obrigaria o presidente a fazer um novo pronunciamento a cada denúncia que surgisse. Lula não pretende também convocar o Conselho da República para tratar da crise, como chegou a ser defendido por alguns setores e pelo presidente do partido do governo, o PT, Tarso Genro.

O presidente determinou que o ministro das Relações Institucionais , Jaques Wagner, faça contatos com os líderes para articular as votações no Congresso, com prioridade para reverter a a votação do salário mínimo, que o Senado aprovou em R$ 384,28, val or considerado inviável pelo governo. Wagner vai trabalhar também pela montagem de uma agenda mínima de votações, no Congresso.

Ficou definido também, na reunião de hoje com o presidente, que a segunda etapa da reunião ministerial, iniciada na última sexta-feira, terá prosseguimento amanhã, possivelmente pela manhã, mas com apenas parte dos ministros. O objetivo é reunir apenas os ministros ligados às áreas de infra-estrutura e desenvolvimento, que vão ouvir um balanço da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a definição das prioridades nesses dois setores.

Participaram hoje da reunião com o presidente, os ministros das Relações Institucionais, Jaques Wagner, da Fazenda Antonio Palocci, da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, além de Ciro Gomes, da Integração nacional que não faz parte do grupo, mas que tem participado de muitas reuniões para avaliação de crise, no Planalto.