Para oferecer alternativa profissional ao preso a Penitenciária Estadual de Maringá e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) promovem, neste mês, três cursos diferentes aos internos da unidade. ?Após cumprir a pena, ele poderá desempenhar uma atividade no mercado de trabalho que lhe permita o retorno ao convívio familiar e a reintegração social, iniciando uma nova e positiva fase em sua vida?, comentou o coronel Antônio Tadeu Rodrigues, diretor da penitenciária.

Cerca de 50 detentos aprenderão a produzir hortaliças orgânicas por meio de estufas (plasticultura), a confeccionar artesanatos em bambu e aplicar agrotóxicos com trator (barras). Para Salvador Morales Stefano, supervisor regional do Senar, os cursos e treinamentos neste segmento são importantes porque a grande maioria dos detentos vem do meio rural. ?Muitos deles, por causa da mecanização agrícola, tiveram que se mudar para a cidade. Sem qualificação profissional urbana e pressionados pela lei da sobrevivência, foram empurrados à criminalidade. Mas, na medida em que aprendem uma profissão, certamente terão oportunidade de reconstruírem suas vidas familiares?, comentou.

Cursos

Os detentos que optaram pelo curso de produção de hortaliças orgânicas em estufas, a ser realizado de 5 a 8 deste mês, aprenderão sobre: escolha da área; preparo, conservação e fertilidade do solo; planejamento da produção; comercialização e mercado. O curso de produção de artesanatos, marcado para os dias 27e 28, abrirá perspectiva de trabalho em turismo rural. Este setor está em expansão. Os inscritos desenvolverão habilidades para confecção de objetos com bambu.

Os participantes do curso para aplicação de agrotóxicos com trator (barras), previsto para os dias 14 e 15, aprenderão a respeito de: manuseio do equipamento; cuidado gerais na pulverização; produtos usados; revisão e lavagem do pulverizador; revisão e conservação dos equipamentos de proteção individual (E.P.I.) aquisição de produtos fitossanitários; transporte e armazenamento de agrotóxicos; calibragem; preparo da calda; aplicação do produto fitossanitário com pulverizador tratorizado de barras; tríplice lavagem e destinação final de embalagens de agrotóxicos.

Segundo o coronel Antônio Tadeu Rodrigues, diretor da PEM, é fundamental o apenado aprender uma profissão para que, quando em liberdade, tenha renda financeira capaz de lhe possibilitar viver com dignidade.