Presos das penitenciárias de Dourados, Três Lagoas, Corumbá e do presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, iniciaram ontem (14) rebeliões simultâneas. Em Corumbá a rebelião foi encerrada nesta manhã. Os reféns foram liberados e não há mortos, de acordo com o major da Polícia Militar Luis Antônio Sá Braga.

Nos outros três presídios os internos mantém reféns agentes penitenciários e familiares que estavam no local para a visita de domingo. Em Campo Grande, foram libertados nesta manhã 153 reféns entre mulheres crianças e um agente penitenciário, de acordo com informações do major Sá Braga. A unidade abriga cerca de 1.500 presos.

O major informou que até agora uma morte foi confirmada: trata-se de um preso de Campo Grande que foi decapitado. O militar admite, porém, que há possibilidade de haver mais mortos. Uma equipe da Polícia Militar conduz as negociações que segundo ele estão "fluindo bem".

Sá Braga não descarta a possibilidade de que as rebeliões tenham ligação com as que acontecem no Paraná, encerradas nesta segunda-feira, e a onda de violência que atinge São Paulo. "As rebeliões não têm caráter reivindicatório, o que percebemos é que é um movimento orquestrado".

De acordo com o major uma evidência foi a suspensão integrada das negociações pelos presos ontem às 21 horas nas unidades de Dourados e Três Lagoas. "Se o comando vem de São Paulo ou de outro lugar, ainda não é possível saber", afirma ele.