O Complexo do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, realizou a primeira cirurgia computadorizada do país nesta sexta-feira (12). Utilizando um equipamento de última geração, a cirurgia fez a retirada de um tumor na base do crânio, com acesso nasal.

A cirurgia foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, Luis Alencar Borba, e transmitida on-line para profissionais da área. O secretário da saúde Beto Preto, que está internado para tratamento e acompanhamento da covid-19, acompanhou a cirurgia on-line.

LEIA TAMBÉMPandemia de covid-19 derruba taxa de natalidade no Paraná

Segundo o médico e presidente da SBN, o procedimento foi um grande sucesso. “O equipamento é fantástico, com uma capacidade impressionante”, revelou o profissional. O equipamento de última geração foi adquirido com recursos da Secretaria de Estado da Saúde, repassados pelo Ministério Público do Trabalho.

De acordo com o secretário Beto Preto, o Hospital do Trabalhador é o primeiro hospital do país a adquirir esse tipo de equipamento, que apresenta o que há de mais avançado em termos de tecnologia. “Para se ter uma ideia, apenas o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, tem um equipamento parecido com este, mas não tão moderno em termos de sistemas tecnológicos como o do Paraná”, explica Beto Preto.

Equipamento tecnológico

O aparelho utilizado para a cirurgia computadorizada custou R$ 2,5 milhões e utiliza imagens de ressonância magnética, tomografias e outros exames complementares. Ele monta um modelo computadorizado tridimensional do crânio do paciente e permite o planejamento e a execução da cirurgia de forma computadorizada.

O software deste neuronavegador permite que o médico projete previamente todos os passos da cirurgia, sabendo o melhor caminho para chegar a tumores cerebrais, desviando de vasos, artérias e nervos, e minimizando danos e sequelas aos pacientes, explicou o diretor-superintendente do Complexo Hospital do Trabalhador (CHT), Geci Labres de Souza.

Como funciona?

De maneira semelhante a um dispositivo de GPS, os sistemas de cirurgia guiada por imagens (ou navegação cirúrgica) mostram a anatomia interna do paciente em tempo real para o cirurgião, que pode então decidir como melhor atingir o alvo planejado.

Os sistemas de navegação usam dispositivos de rastreamento por infravermelho ou campos eletromagnéticos, marcadores fixados próximos ao paciente e instrumentos cirúrgicos adaptados para navegar o “mapa” da anatomia do paciente criado com auxílio dos exames de imagens.