A paralisação de diversos serviços e instituições na França, em protesto contra a proposta de reforma da Previdência, não impediu que houvesse receptividade do mercado francês aos produtos brasileiros dos setores de madeira, cerâmica, autopeças, plásticos, óleos essenciais, têxtil e de confecção que integram a Missão Passarela, promovida pela Firjan naquele país.

Segundo informou hoje, no Rio, a assessoria de imprensa da Firjan, a missão de fornecedores brasileiros à França, em sua terceira edição discutiu hoje com o Serviço Comercial da Embaixada Brasileira, chefiado por Carla Barroso Carneiro, as estratégias para aumentar as exportações para aquele país. Na avaliação do chefe da missão do Brasil, Antônio Carlos Boechat, a abertura do mercado francês é o principal objetivo dos empresários nacionais. Segundo a embaixada brasileira, a pauta bilateral envolve negócios de U$ 4 bilhões, valor considerado baixo, tendo em vista o potencial dos produtos brasileiros.

Dados preliminares indicam que as exportações brasileiras para a França no ano passado representaram apenas 2,45% das importações totais francesas. Antonio Carlos Boechat avaliou que todas as vendas imediatas feitas pela Missão Passarela devem ser contabilizadas como um grande lucro. “Todos os esforços são de médio prazo. Temos a responsabilidade de mostrar aos importadores que o país e nossos produtos são viáveis”, afirmou.