O chester foi um dos produtos da 
cesta natalina que tiveram
deflação em dezembro.

Rio – Os consumidores que deixaram as compras de Natal para a última hora foram beneficiados pela queda nos preços de produtos alimentícios. De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) da terceira quadrissemana de dezembro, divulgado hoje (23) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a cesta de Natal subiu 2,97% no período, ante uma alta muito superior, de 5,36%, apurada em igual período de novembro.

Houve deflação nos preços de produtos importantes da cesta natalina, como chester (-1,44%), pernil (-2,54%), vinho (-2,44%) e bacalhau (-7,79%). O resultado do IPC-S divulgado hoje, relativo à semana encerrada dia 22, para todos os produtos pesquisados, fechou em 0,49%, taxa inferior ao 0,61% da semana anterior (segunda quadrissemana), por causa do menor ritmo de alta ou queda de preços de alguns produtos alimentícios, incluindo artigos de Natal.

O economista André Braz, da FGV, disse que os reajustes menos intensos no preço médio da cesta natalina e a queda nos preços de alguns produtos estão ocorrendo por causa das promoções e, ainda, em razão do câmbio, já que muitos desses produtos estão atrelados ao dólar.

Ele atribuiu o menor ritmo de alta dos produtos alimentícios em geral no IPC-S à melhoria de condições de plantio dos alimentos in natura (frutas, hortaliças e legumes), que vinham sendo prejudicados pelo excesso de chuvas. O tomate, por exemplo, registrou um aumento de 33,74% na semana anterior (15 de dezembro) e recuou para um reajuste de 11,84%.

Para Braz, a inflação medida pelo IPC-S deverá prosseguir na trajetória de desaceleração até o final de dezembro. "Para este mês é fácil apostar que a taxa do IPC-S continue a se reduzir", disse. Segundo ele, o fim da cobrança do seguro-apagão nas contas de luz já terá impacto no IPC-S na última semana deste mês. "Isso vai antecipar um pouco a redução do impacto do reajuste da energia elétrica no Rio sobre a taxa", afirmou.

Segundo ele, outro dado importante é a sinalização de que os alimentos in natura vão pressionar menos a taxa na última semana do mês, prosseguindo na trajetória de desaceleração já apontada pelo IPC-S relativo a 22 de dezembro.