O Provopar Ação Social levou a produção de cerca de 100 artesãos paranaenses para expor na 16ª Feira Nacional de Artesanato, que começa nesta terça-feira (22), no Expominas, em Belo Horizonte. A expectativa é que, até o próximo domingo (27), mais de 120 mil pessoas passarão pela feira, que deve contabilizar R$ 20 milhões em vendas diretas e US$ 600 mil em exportação.

Tendo como tema ?Índios e o turismo?, os destaques da feira são os bordados, cestarias, tapetes, cerâmicas e panelas de pedra produzidas por várias tribos indígenas brasileiras. ?Estamos levando cestarias e bichos esculpidos em madeira pelos índios kainkang e guaranis, inscritos no programa ?Artesanato que Alimenta?, através do qual o Provopar troca cestas básicas por peças de artesanato?, informou Iramar Diório Hermógenes, coordenador do setor de artesanato do Provopar.

Segundo Lucia Arruda, presidente do Provopar, além dos produtos indígenas, a instituição levou para Belo Horizonte peças em marchetaria, cerâmicas, palha de milho e bananeira, papel machê, vidro, argila, lã de carneiro, sucatas e recicláveis. ?Estamos levando o artesão Arlei Lopes, que trabalha com modelagem em cerâmica, para fazer algumas peças para o público durante a feira?, acrescentou.

Também acompanha a delegação do Provopar, Agnes Waltraut Laurino, presidente da recém fundada Associação Tibagiana de Artesanato, cujos associados trabalham principalmente com lã de carneiro. ?O principal objetivo de sua ida a Belo Horizonte é manter contato com compradores de artesanato, para colocar no mercado a produção de lã de carneiro de Tibagi, na região central do Estado?, disse Lucia Arruda.