O PSB informou ontem oficialmente ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não formalizará aliança com o PT para reeleger Lula. O presidente interino do partido, Roberto Amaral, reuniu-se ontem com o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), e com o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro.

No encontro, o PSB entregou uma nota na qual afirma que apóia Lula, quer contribuir com as propostas de governo dele e se congratula com o PT pela manutenção de José Alencar como candidato a vice-presidente na chapa de Lula, mas que não poderia formalizar uma coligação por causa da cláusula de barreira

"O risco de nós não conseguirmos atingir o exigido na cláusula de barreira era muito grande", afirmou Roberto Amaral, em entrevista após o encontro. "Nossa responsabilidade é garantir a sobrevivência do partido.

A cláusula de barreira é a regra pela qual os partidos precisam alcançar pelo menos 5% dos votos nacionais para ter acesso ao fundo partidário e ao horário gratuito no rádio e na TV, entre outros direitos. A verticalização dificulta o cumprimento dessa exigência pelos partidos pequenos, que ficariam impedidos de fazer coligações livremente nos Estados para lhes possibilitar a obtenção de maior número de votos

Roberto Amaral disse que a não formalização do apoio foi uma contingência jurídica. "Foi mais aritmética do que política. Era nosso desejo coligar", afirmou

A decisão do PSB tem reflexo direto no tempo que o presidente Lula terá na TV, durante sua campanha pela reeleição. O PSB aumentaria o tempo de Lula nos blocos de propaganda eleitoral