Os comitês dos dois principais candidatos na eleição presidencial deste ano vivem uma corrida contra o tempo. Tanto a sede da campanha do PT, de Luiz Inácio Lula da Silva, quanto a do PSDB, de Geraldo Alckmin, são hoje enormes salões vazios, que precisam ser adaptados para receber os comandos e demais setores envolvidos na disputa

As obras devem se intensificar esta semana, já que na próxima quinta-feira a campanha eleitoral começa oficialmente. No PSDB, a expectativa é de que o comitê seja inaugurado no próprio 6 de julho. O PT planeja abrir seu espaço no dia 12

O partido do presidente Lula ocupará os três primeiros andares de um prédio no movimentado Setor Comercial Sul de Brasília, na região central da cidade. O contrato de seis meses prevê pagamento de R$ 22,5 mil mensais, somando R$ 135 mil

A 10 quilômetros dali, no Setor de Indústria e Abastecimento, afastado do centro, fica o edifício de 1.400 metros quadrados onde o PSDB montará seu quartel-general. Ao contrário dos petistas, os tucanos vão economizar o dinheiro do aluguel: o edifício foi cedido pelo senador Paulo Octávio (PFL-DF), maior empresário da construção civil do Distrito Federal

O tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, acredita que o QG de Lula funcionará a partir de 12 de julho. "Só tem sentido o comitê funcionar quando eu puder financiá-lo. Para isso, temos que fechar a composição do comitê financeiro, registrá-lo no Tribunal Superior Eleitoral, abrir uma conta no banco especial para os gastos da campanha. Aí, sim, vou começar a arrecadar e gastar", diz Ferreira

Atualmente, o edifício Toufic, onde vai se instalar o PT, é quase um prédio-fantasma. Dos sete andares, apenas o sexto está ocupado, com o setor de informática do Ministério do Desenvolvimento Social. Os outros estão vazios. Nos andares alugados para a campanha da reeleição, com 480 metros quadrados cada um, será preciso uma reforma no piso, conserto nas janelas e troca das cortinas. Os custos da obra ainda não foram calculados

O comitê de Alckmin vai funcionar inicialmente com uma estrutura enxuta que será ampliada em função das necessidades da campanha eleitoral. "Vamos montar um esquema leve, barato e moderno", disse o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, que integra também o conselho político da campanha

Nem Lula nem Alckmin farão gravações para o horário eleitoral em seus comitês de Brasília, exceto em casos excepcionais. Os candidatos devem gravar em São Paulo, segundo suas campanhas. No caso dos tucanos, a criação ficará por conta de Luiz Gonzalez; no PT, caberá a João Santana