São Paulo – O público quer classificar a programação da TV para as crianças de 10 anos. Isso é o que aponta uma pesquisa sobre classificação indicativa na TV realizada pelo Ministério da Justiça. A pesquisa tem base em uma consulta pública realizada entre os dias 19 de setembro e 20 dezembro do ano passado em Brasília, Acre, Paraná, Pará, Rio Grande do Sul, Minas, São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

A classificação de programação em vigor atualmente tem como idade-limite (a menor) 12 anos. Para filmes e DVDs já existe uma portaria que inclui a faixa dos 10 anos. Segundo pesquisa da Ministério, o público quer uma classificação específica para esse target: 95% dos participantes falaram sobre a importância dessa faixa.

A consulta pública foi dividida em nove perguntas sobre o que a população pensa a respeito de classificação indicativa na TV. Foram distribuídos 12.660 questionários a respeito do assunto. Segundo os resultados, 56,5% dos entrevistados consideram a classificação de programas um serviço de proteção a crianças e adolescentes e mais de 25% vêem esse trabalho como um instrumento de defesa dos direitos humanos.

Já quanto aos horários da classificação indicativa, há controvérsias entre os entrevistados. Mais de 35% deles disseram que não há necessidade de mudar o horário compreendido como livre para a programação, que é das 6 às 20 horas. Mas, 22% dos participantes da consulta pública acham que esse horário "livre" poderia ser esticado até as 22 horas.

A questão dos fusos horários também foi alvo de consulta Mais de 85% dos participantes acham que o Ministério da Justiça deve encontrar uma solução para a classificação onde há fusos horários diferentes.