O mercado do boi, apesar das restrições impostas pela União Européia à importação de carne produzida no Brasil, aponta para um desempenho forte das propriedades integrantes da relação dos produtores habilitados a exportar. O reflexo benfazejo será observado já em 2008.

Analistas do mercado da carne reiteram que as restrições levantadas pelos compradores europeus reforçaram entre os produtores a preocupação com a melhoria das condições sanitárias. E o retorno desse capricho será observado na alta dos preços pagos aos respectivos produtores.

Na realidade, os analistas afirmam que o preço da carne bovina será mais alto em 2008, também no mercado interno, sendo quase certo que a arroba alcance em São Paulo a cotação média de R$ 65. No início do ano esse valor variou em torno de R$ 54.

Entretanto, para os técnicos que acompanham o desenvolvimento da pecuária nacional, a razão para a expansão das cotações da carne bovina reside no acentuado abate de matrizes em anos recentes. O abate ocorreu com os preços em baixa e a conseqüência atual é a redução da oferta de animais para os frigoríficos.

De qualquer maneira, os produtores distinguidos com o privilégio de fazer parte da relação de exportadores aceitos pela União Européia sabem que todo o esforço para manter a produção em nível tecnológico elevado e sob rigoroso controle sanitário agora será recompensado pela preferência do mercado internacional.

Cabe ao governo, responsável direto pelo bom êxito dos programas de fiscalização sanitária animal, desincumbir-se com louvor da tarefa de conscientizar os pecuaristas que eles só têm a ganhar quando optam pela qualidade da produção.