O ministro chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais, Aldo Rebelo, disse hoje (12) durante discurso no XVII Fórum Nacional, que as pressões do PT pela sua saída da Coordenação Política são "pressões naturais dos partidos que querem ocupar espaço nos ministérios. E o PT também tem essa aspiração. Eu respeito e acho natural."

Rebelo lembrou que a experiência da pluralidade de partidos é muito recente no país, vigente há apenas 20 anos, porque o Brasil foi bipartidiário desde os seus primórdios. Destacou que o Brasil é ingovernável com um único partido, citando que tanto o presidente Fernando Henrique Cardoso quanto o presidente Lula governam com uma frente heterogênea, "e ninguém pode fugir a essa exigência". Negou, porém, que essa fosse uma mensagem àqueles que pressionam para tirá-lo do cargo. "Essa é apenas uma tese política e acadêmica. Não é um recado."

Aldo Rebelo não quis polemizar se existe ou não ambiente propício no Congresso Nacional, até a eleição, para aprovação de algum projeto polêmico ou reforma de interesse do governo. "O governo não deve dizer nem julgar o ambiente do Congresso. O governo deve trabalhar com a sua base e é isso que vamos fazer". O ministro disse ainda não acreditar que o comportamento do PT possa atrapalhar alguma aliança.

O ministro salientou que entre derrotas e vitórias, o governo tem muito a comemorar "porque as vitórias foram grandes e importantes". Entre outros projetos aprovados, enumerou a reforma da Previdência, a reforma tributária, a lei de falências, a lei de parceria público-privada e a lei de biossegurança, entre outras. "São vitórias importantes da sociedade, do Congresso e do governo. E as derrotas são naturais. Mesmo no Flamengo, quando tinha o Zico, no Santos quando tinha o Pelé, e mesmo no governo quando tem o presidente Lula".