O presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), afirmou há pouco que pretende concluir a votação de todos os processos de cassação em abril. "Fiz a opção de levar dois processos por semana ao plenário, sempre na quarta-feira, que é o dia de quórum mais alto", disse, ao confirmar a votação, amanhã (08), dos processos contra os deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Professor Luizinho (PT-SP).

Segundo Rebelo, a seqüência das votações em plenário obedecerá aos critérios cronológicos de votação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e de entrada dos processos na Mesa Diretora da Casa. Ele avalia que a realização de duas votações no mesmo dia não causará nenhum prejuízo, até porque os processos são independentes e a apreciação do segundo somente começará depois de apurados os votos do primeiro julgamento. Rebelo encerrou há pouco uma reunião com os líderes partidários na Câmara.

O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), havia programado uma reunião conjunta de presidentes e líderes das duas Casas, mas, diante da crise com o Judiciário por causa da verticalização das coligações, eles conversaram e decidiram manter reuniões separadas.

Ao contrário de Calheiros, que mantém contatos com o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara afirmou que não vai interferir para que o órgão apresse a decisão sobre as coligações partidárias. "Não vou interferir nos prazos do Supremo, da mesma forma que não aceitamos que o Supremo interfira nos prazos da Câmara", afirmou, ao negar que fará qualquer apelo para que a palavra final seja dada logo pelo STF sobre a questão da verticalização. "O diálogo com o Supremo, eu tenho feito, permanentemente. Mas essa questão (verticalização) vai ficar mais com os partidos", afirmou.

Rebelo considera que a visita dos presidentes nacionais de legendas, dentro de instantes, ao Supremo Tribunal, dá-se num contexto de diálogo, que faz parte da vida democrática.