Cálculos da consultoria australiana Global Mining Research mostram que, com a aquisição da Inco, a Vale terá um ganho anual em sua receita de US$ 3,5 bilhões a US$ 5,5 bilhões. ?A nova companhia se parece mais com uma Rio Tinto do que com uma mineradora especializada em minério de ferro e pelotas?, afirma o analista da GMR, Tony Robson.

Após a compra, 56% da receita da Vale virá de minério de ferro e pelotas – antes, a dependência da empresa desses minerais chegava a 74%. Com a Inco, o níquel passa a ter um peso grande no portfólio de produtos da Vale, passando a responder por 20% das receitas. Produtos com platina e cobalto também ganham destaque na companhia.

No curto prazo, para 2007, a consultoria calcula um acréscimo de US$ 3 bilhões no lucro da companhia. Mas, na medida em que os preços do níquel forem se estabilizando, os ganhos deverão cair para US$ 700 milhões. Já o fluxo de caixa operacional (Ebitda) terá um ganho de 30% em 2007, chegando a US$ 14,3 bilhões, ainda segundo a GMR.

Nos anos seguintes, por causa de uma previsão de queda nos preços das commodities, o ganho em termos de Ebitda cairia para 15%, atingindo US$ 10,5 bilhões em 2008.