O preço do barril de petróleo atingiu a marca inédita de US$ 65 com a notícia da queda do estoque de gasolina nos Estados Unidos e problemas de produção detectados em refinarias do país. As tensões no Oriente Médio e o reinício das atividades nucleares no Irã também pressionaram os negócios fechados em Londres e Nova York, para entrega em setembro.

Os Estados Unidos aumentaram o estoque de petróleo em 2,8 milhões de barris, mas a forte demanda interna de gasolina fez o nível da reserva baixar 2,1 milhões de barris. Hoje, os norte-americanos têm menos 7,9 milhões de barris de gasolina que em 2004.

O aumento das compras especulativas está quebrando recordes, pois existe temor generalizado quanto à elevação dos preços em face da demanda superior à capacidade de produção das refinarias.

Segundo a Petrobras, os preços internos da gasolina e do diesel serão forçosamente reajustados, pois não há previsão de folga no mercado internacional. Em novembro de 2004, concederam-se aumentos de 7% e 10% na gasolina e no diesel, respectivamente, quando o barril do óleo tipo Brent estava cotado a US$ 42.

Mais um nó a ser desatado pelo governo Lula, bombardeado sem piedade nas últimas horas pelo testemunho de Duda Mendonça e, agora, posto em confronto com variante econômica incidente sobre toda a estrutura produtiva do País, cujos indícios de desaceleração se avolumam no horizonte.