Após uma investigação minuciosa, a polícia italiana colocou em prática a "operação macumba" e desmantelou uma rede internacional que aliciava e explorava dezenas de transexuais brasileiros na cidade de Milão.

Quatro pessoas foram presas. Todas teriam ligação com um grupo que atua no Brasil. Segundo informou a agência italiana de notícias Ansa, os juízes emitiram três ordens de prisão internacional que ainda não foram executadas.

De acordo com fontes da investigação, os transexuais brasileiros eram aliciados em casas noturnas no País e chegavam a Milão de forma ilegal através da Suíça, Espanha e França. As autoridades italianas descobriram a organização depois de receberem um telefonema anônimo, que no último mês de outubro levou à cadeia outros quatro suspeitos.

Três transexuais seguem detidos sob a acusação de formação de quadrilha, exploração da prostituição e imigração clandestina. Para seguirem à Itália, os brasileiros desembolsavam entre R$ 20 mil e R$ 35 mil somente pela viagem. De acordo com a polícia, os aliciadores não deixavam os brasileiros alterar trajetos ou estadia sem a autorização expressa dos integrantes da organização.

A polícia revelou ainda que durante as buscas também foi encontrada uma fita de vídeo cujo conteúdo mostra uma festa que contava com a presença de algumas prostitutas e transexuais brasileiros. De acordo com os policiais, o vídeo foi gravado na Itália e nele aparecem menores de idade. Não existem cenas de sexo na fita.

Em outubro de 2004, a polícia italiana prendeu uma quadrilha de sete brasileiros acusados de introduzir travestis no país. Todos eram de Ribeirão Preto e aguardam julgamento. O grupo era chefiado por Flávio Emerson de Oliveira, conhecido como Tamiris e que faturava até R$ 45 mil por mês com a atividade.