A redução de 25% para 20% da mistura de álcool na gasolina aumenta a emissão de poluentes, principalmente de monóxido de carbono (CO). Só a região metropolitana de São Paulo, onde a frota é de 5 milhões de automóveis a gasolina, receberá 5,5 toneladas extras ao mês de CO, gás asfixiante que age no sistema nervoso.

"Há uma substituição do carbono reciclável por carbono de origem fóssil, contribuindo também para o aquecimento global", diz o gerente de Engenharia e Fiscalização de Veículos da Cetesb, Homero Carvalho.

Com os 25% de álcool, a atmosfera recebe 1,45 milhão de toneladas de CO ao ano. Carros com injeção eletrônica assimilam a mudança. Já modelos com carburador, que representam mais da metade da frota, não. "Haverá aumento de 6% nas emissões", calcula Carvalho.