Secretários de Administração de 27 Estados brasileiros estão reunidos com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir que a Casa rejeite as mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados na chamada PEC Paralela da Previdência. As modificações atenuaram vários aspectos da reforma da Previdência dos servidores públicos, acarretando aumento de despesa pública.

Segundo os secretários, as medidas enxertadas pelos deputados na proposta resultarão na falência da previdência pública de vários Estados. Eles afirmam que um estudo preliminar de impacto financeiro das medidas, abrangendo os Estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Sergipe e Tocantins chegou à conclusão de que as mudanças feitas pela Câmara levarão estes Estados a ter um gasto extra de R$ 4,9 bilhões por ano.

A PEC Paralela foi aprovada no mês passado na Câmara. Entre outras mudanças, os deputados ampliaram o teto salarial dos delegados de polícia e agentes fiscais das secretarias estaduais de Fazenda. Os secretários de Administração entregaram ao presidente do Senado um documento onde relacionam nove pontos da PEC que deveriam ser rejeitados, entre eles o que dobra as aposentadorias dos servidores públicos em decorrência de doenças incapacitantes, cujo teto sairia de cerca de R$ 2.500 para mais de R$ 5.000 ,00.