Caracas ? Representantes de sindicatos de toda a América estão reunidos no 6º Fórum Social Mundial para buscar uma saída à crise sindical e encontrar os caminhos para os próximos anos, se possível, com uma estratégia comum.

O secretário executivo da Confederação Latino Americana de Trabalhadores (CLAT), o cubano Eduardo Garcia Moure, defende que é preciso enfrentar as causas do desemprego, mas também "a terceirização e o sub-emprego". "É preciso promover políticas econômicas que criem emprego pleno, e nos comprometermos em aplicar essas políticas junto com os governos", disse, em discurso na primeira parte do 2º Fórum Sindical das Américas, uma das duas mil atividades inscritas na programação do Fórum, que começaram na manhã de hoje (25).

O brasileiro Márcio Monzane, que trabalha no Panamá no Uni-América, um sindicato global do setor de serviços, disse que a intenção das centrais sindicais é "positiva" e afirmou ter gostado da primeira etapa do Fórum Sindical. "É positiva a proposta de buscar consensos, buscar saídas contra o impacto mundial do neoliberalismo. Mas ainda existe muita dificuldade de unidade e muitos ainda se prendem mais nos impasses que na discussão sobre soluções", avaliou.

Pouco antes, o secretário geral da Organização Regional Interamericana de Trabalhadores (Orit), Victor Baéz, falava justamente sobre isso. O movimento sindical, segundo ele, deve saber como lidar com a invasão das multinacionais e a terceirização – fenômeno mundial também chamado no Brasil de "pejotização", ou seja, quando uma empresa exige que seu funcionário se torne uma pessoa jurídica.