O governador Roberto Requião autorizou nesta sexta-feira a contratação de 10 médicos – sendo cinco anestesistas e o restante para atendimento na terapia intensiva – e de mais 28 técnicos de enfermagem para o Hospital Universitário (HU) de Londrina. O anúncio foi feito durante encontro com o secretário do Planejamento, Reinhold Stephanes, o diretor do hospital Francisco Eugênio Alves de Souza e o deputado José Maria Ferreira.

Durante reunião, o governador também cobrou solução urgente da direção do hospital para o excessivo número de funcionários que faltam diariamente ao trabalho ou estão sem trabalhar porque passam por reavaliação ou ainda estão desviados de suas funções originais. O HU conta com 1.788 funcionários, mas 124 estariam faltando ao trabalho diariamente e outros 173 estão sem trabalhar porque passam por readequação de função.

"Queremos o hospital funcionando e atendendo bem a população de Londrina. Mas precisamos moralizar o dinheiro público que está sendo investido no hospital . A média de faltas ao trabalho é de quase 7%, quase três vezes mais que a registrada no hospital Angelina Caron, que conta com 2,5 mil funcionários e é o maior do Estado no atendimento à pacientes do SUS", explicou Requião.

Só no ano passado, o Governo repassou R$ 7,5 milhões ao HU de Londrina para a contratação de funcionários e a reabertura de áreas que haviam sido fechadas por causa do sucateamento do hospital nos últimos anos.

Agora, Requião quer a criação de um termo de adequação de conduta para os funcionários e também a instalação de um sistema de controle de ponto informatizado. "Após resolvermos esse problema, o governo vai contratar quantos profissionais forem necessários para que a população de Londrina tenha o melhor atendimento possível", afirmou.

Reformas

O governador Roberto Requião anunciou também que o Governo vai adequar e ampliar os hospitais das zonas Norte e Sul de Londrina para que o HU volte a ser um hospital com excelência pedagógica e de formação de novos profissionais.

A idéia, segundo o governador, é que, após as reformas, os hospitais das zonas Norte e Sul atendam os pacientes com casos de baixa complexidade médica, que são a mairoia, e que o Hospital Universitário volte a ser referência no atendimento de casos com alta complexidade. "Nossa intenção é começar em Londrina a reformulação de todos os hospitais universitários do Paraná. Mas, para isso, precisamos racionalizar e moralizar o gasto dos recursos públicos", disse.

O diretor do HU, Eugênio Alves de Souza, aprovou o projeto defendido pelo governador. "Ao nos dedicarmos exclusivamente aos casos com alta complexidade, o HU poderá voltar a ser referência na região em qualidade pedagógica e na formação profissional", afirmou.

Já para o deputado José Maria Ferreira, a contratação de funcionários e a readequação trazem a perspetiva imediata de solução para o problema no atendimento e também resgata a condição do HU como hospital-escola.