Requião e Lula vão inaugurar
mais uma obra no Paraná.

O governador Roberto Requião recebe na segunda-feira o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que vem a Curitiba para a solenidade de entrega das obras do novo Laboratório Central do Paraná (Lacen). Requião ainda acompanha o presidente à sede da Associação Comercial do Paraná, onde Lula fará palestra a empresários e autoridades.

O novo Lacen recebeu investimentos de R$ 10,8 milhões do Governo Federal e R$ 1,6 milhão do Governo do Paraná para a construção da nova sede. Além de mais espaço, a estrutura terá mais segurança para os profissionais envolvidos nas análises. “Essa nova estrutura faz do Lacen um dos laboratórios mais modernos do País”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Cláudio Xavier. Todo o sistema será eletrônico, inclusive o acesso aos laboratórios, com códigos de segurança.

A nova sede com cerca de 5 mil metros quadrados em uma área de 2 hectares substituirá a antiga, de mil metros quadrados, tombada pelo patrimônio histórico. “Queremos ampliar cada vez mais a capacidade operacional, de estudos e pesquisas do Lacen”, afirmou o diretor de Vigilância em Saúde da secretaria de Estado da Saúde, José Francisco Konolsaissen. O laboratório deverá ser referência para os produtos do Mercosul que entrarão no País.

O processo de mudança começa já na segunda-feira e o prazo máximo para que os trabalhos sejam transferidos definitivamente para a nova sede é de seis meses. “Para a transferência de cada aparelho, será necessária uma equipe qualificada”, disse o diretor do Lacen, Alfredo Benatto. Ele explica ainda que uma equipe de auditores fará o balanceamento de cada um dos aparelhos, já que está é uma operação extremamente delicada.

Para a segunda fase do projeto, que possibilitará a ampliação da capacidade de análises de medicamentos, alimentos e agrotóxicos, já estão em negociação outros R$ 6 milhões em investimentos. Atualmente o Lacen atende as 22 regionais de saúde e todos os municípios do Estado. “Outro ponto é a descentralização das ações de rotina, para que o diagnóstico laboratorial seja feito em tempo real para todas as Regionais de Saúde”, lembrou o secretário Cláudio Xavier. São realizados mais de 230 mil exames e análises laboratoriais por ano.

Histórico

O Lacen foi criado em 1894 como “Laboratório de Analyses Chimicas e Microscópicas” por insistência do médico Trajano dos Reis, formado pela faculdade de Medicina da Bahia. Foi o segundo laboratório a ser criado no país com o objetivo de proteger a saúde da população. Na época, sua criação representou uma medida de humanidade e progresso, já que garantia a análise química dos alimentos, além da luta contra epidemias.

Em 1988, o laboratório passou a ser chamado “Laboratório Central de Saúde Pública do Paraná ? Lacen/PR”. Em 1999, o Ministério da Saúde instituiu a Rede Brasileira de Laboratórios de Saúde Pública, criada para proteger e promover a saúde da população e garantir a segurança sanitária de produtos e serviços.

O Lacen possui três divisões. São elas Divisão de Análise de Produtos, responsável por alimentos, água, entre outros; Divisão de Análises Clínicas, que responde pelo planejamento, coordenação e avaliação das atividades da Rede Estadual de Laboratórios; e Divisão Administrativa. Cada uma possui seções responsáveis por tarefas específicas.

No segundo semestre do ano passado, o Lacen recebeu certificado de qualidade do Programa de Qualidade no Serviço Público (PQSP). Foi o primeiro núcleo regional na área de saúde no Brasil a receber este título. Para garantir o início da descentralização das ações de rotina do laboratório, foi inaugurada em setembro, em Foz do Iguaçu, uma unidade de fronteira para realização diagnósticos laboratoriais de aids, hepatite, dengue, meningite e água de consumo humano para toda a região da fronteira.

Além disso, o Lacen tem desempenhado papel importante com sua Seção de Toxicologia/Resíduo de Pesticidas. O laboratório realiza análises de Agrotóxicos em alimentos, atendendo a Vigilância Sanitária do Estado do Paraná com controle e surtos. Além disso é de fundamental importância para o desenvolvimento do Programa Nacional de Análise de Resíduo de Agrotóxicos, que verifica o nível de agrotóxicos contidos nos alimentos.