Um relatório apresentado pela Copel ao governador Roberto Requião confirma que a aventura das privatizações do governo anterior determinou um aumento do endividamento líquido da empresa de 23% para 46,9%, nos últimos cinco anos.

De acordo com o balanço, a dívida de R$ 1,1 bilhão em dezembro de 1997 subiu para R$ 2,2 bilhões em dezembro de 2002.

Ainda assim, a situação financeira da Copel é bem melhor que a do conjunto das empresas elétricas brasileiras, em especial daquelas que foram privatizadas.

Com base no último balanço contábil publicado pelas concessionárias públicas antes que seu controle fosse transferido para a iniciativa privada, as elétricas desestatizadas somavam uma dívida financeira total de R$ 8,5 bilhões.

De acordo com as demonstrações financeiras encerradas em dezembro último, a dívida conjunta dessas companhias havia subido para R$ 34,4 bilhões ? ou seja, o endividamento quadruplicou.