As reservas internacionais brasileiras perderam US$ 824 milhões no mês de junho. A queda é resultado do pagamento adiantado, feito pelo Banco Central, da dívida de US$ 1,672 bilhão com Fundo Monetário Internacional (FMI). As reservas também caíram pelo pagamento de US$ 105 milhões de remuneração das reservas mais US$ 159 milhões de despesas com juros e bonificações. No mesmo mês, as reservas só foram aumentadas pela captação de US$ 1,1 bilhão em bônus da República.

Os números constam do relatório sobre Setor Externo, referente a junho, divulgado hoje (25) pelo chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes. Ele revelou, também, que houve redução de US$ 2,065 bilhões na dívida externa brasileira, que vem caindo sistematicamente desde 2003.

Os números consolidados são relativos ao mês de abril, quando a dívida fechou em US$ 199,857 bilhões, ante US$ 201,922 bilhões em março. Do total, US$ 179,622 bilhões são compromissos de médio e longo prazos, e US$ 20,235 bilhões se referem ao endividamento de curto prazo, de responsabilidade da rede bancária.

Da dívida de médio e longo prazos, US$ 113,597 bilhões são compromissos do setor público não-financeiro, e o restante é dívida dos bancos públicos e privados. Além disso, o BC registra, ainda, os empréstimos intercompanhias no valor de US$ 19,934 bilhões.

Em abril, o setor público não-financeiro pagou US$ 930 milhões de bônus "Bradies" e mais US$ 150 milhões de bônus de empresas estatais estaduais, relativos à dívida de médio e longo prazos, enquanto o setor privado desembolsou US$ 800 milhões. Enquanto isso, os US$ 225 milhões de redução da dívida de curto prazo foram obrigações dos bancos comerciais em moeda estrangeira.