O governador licenciado do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), pré-candidato a presidente, atacou hoje, em Belo Horizonte, a ala governista do partido e disse que a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu hoje uma liminar suspendendo as prévias marcadas para amanhã (19), é uma "violência contra a base partidária" e uma "interferência absurda numa questão interna do PMDB".

"A liminar representa tu tentar no tapetão impedir aquilo que tu não conseguiu porque tu não tem voto, porque tu não tem apoio dentro do partido para impedir a candidatura própria", reagiu, ao ser informado da decisão do STJ, no Hotel Ouro Minas. "A legalidade, que representa todos os passos que nós demos, todas as etapas que estão sendo vencidas, ela está sendo tremendamente arranhada por essa liminar", avaliou.

Rigotto insistiu que a legenda havia decidido pela candidatura própria, apesar da resistência da fila governista. Surpreso com a notícia, ele ligou, em seguida, para o presidente nacional da sigla, deputado Michel Temer (SP).

Para Rigotto, o objetivo da fileira ligada ao governo federal é desmobilizar os militantes da agremiação. O governador licenciado do Rio Grande do Sul, no entanto, procurou demonstrar confiança na derrubada da decisão provisória. "A mobilização nossa continua. Nós vamos ter a prévia acontecendo no domingo."

Sem citar nomes, Rigotto disparou contra os adversários da candidatura presidencial do PMDB. "Essa liminar tem de ser cassada pelo absurdo e pela violência que ela representa. É mais uma tentativa daqueles que não têm voto, daqueles que querem continuar mantendo os seus espaços, os favores de governo. São aqueles que vocês sabem, que estão aí trabalhando e declarando contra a candidatura própria", afirmou.