Criado em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) passa por uma pequena mudança a partir desta semana: terá, agora, um dia a mais, informal, de discussões. Antes, o comitê só se reunia dois dias por mês. A reunião informal foi realizada pela primeira vez nesta segunda-feira, segundo informações do BC com o intuito de tornar mais produtivo o encontro dos membros do comitê. Hoje, o comitê decidiu, na quinta reunião do ano, manter a taxa básica de juros da economia, em 26,5% ao ano.

Os objetivos do Copom são estabelecer diretrizes de política monetária, definir a meta da taxa básica de juros e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação. A taxa de juros fixada na reunião do Copom é a meta para a taxa Selic (taxa média dos financiamentos diários, com lastro em títulos federais, apurados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia), que vigora por todo o período entre reuniões ordinárias do comitê. O Copom também pode definir o viés, que é a prerrogativa dada ao presidente do BC para alterar a meta da taxa a qualquer momento entre as reuniões ordinárias.

Desde 2000, as reuniões ordinárias do Copom são mensais e divididas em dois dias. A primeira sessão é realizada sempre às terças-feiras a partir das 15h, e a segunda, às quartas-feiras, a partir das 11h. O Copom é composto pelos oito membros da diretoria colegiada do BC, com direito a voto, e presidido pelo titular da instituição, que tem voto de qualidade. Também integram o comitê os chefes dos departamentos Econômico, de Operações das Reservas Internacionais, de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos, de Operações do Mercado Aberto e de Estudos e Pesquisas.

Os chefes de departamento, ou seus eventuais substitutos, participam apenas do primeiro dia de reuniões, sem direito a voto. Integram ainda a primeira sessão dos trabalhos dois consultores e o secretário-executivo da diretoria, o coordenador do grupo de comunicação institucional, o assessor de imprensa e, sempre que necessário, outros chefes de departamento convidados a discorrer sobre assuntos de suas áreas.

No primeiro dia de reunião, os chefes de departamento apresentam uma análise da conjuntura abrangendo inflação, nível de atividade, evolução dos agregados monetários, finanças públicas, balanço de pagamentos, ambiente externo, mercado doméstico de câmbio, operações com as reservas internacionais, estado da liquidez bancária, mercado monetário, operações de mercado aberto e avaliação prospectiva das tendências da inflação. No segundo dia, o diretor de Política Monetária apresenta propostas de diretrizes de política monetária e alternativas para a taxa de juros. Em seguida, os demais membros da diretoria colegiada fazem suas ponderações e apresentam eventuais propostas alternativas.

Depois disso, é feita a votação das propostas e, definida a trajetória da taxa básica de juros, a decisão final é divulgada à imprensa. A taxa é comunicada por meio do Sistema de Informações do Banco Central (Sisbacen), que informa a nova meta e seu eventual viés.

Passados oito dias de cada reunião do Copom é divulgada a ata com as justificativas oficias para a decisão na internet e aos jornalistas por meio da Assessoria de Imprensa.No último dia de cada trimestre (março, junho, setembro e dezembro), é publicado o Relatório de Inflação, que explicita as condições da economia que orientaram as decisões do Copom com relação à condução da política monetária.