De acordo com a Polícia Militar, cinco pessoas foram atingidas por balas perdidas durante a festa de Réveillon do Rio de Janeiro. Mesmo assim, para o comandante do 19.º Batalhão da PM, de Copacabana, tenente-coronel Romão Villaça, a noite foi tranqüila.

Na Rocinha, Maria Alcídia de Brito Carvalho, de 41 anos, foi atingida na nuca por uma bala perdida, também na virada do ano. Ela morreu no Hospital Miguel Couto. Uma briga entre duas adolescentes na favela terminou com uma delas, Gisele da Silva, de 15 anos, ferida com um estilhaço de garrafa no olho esquerdo. Ela corre o risco de perder a visão.

Adilson Lima, de 45 anos, estava na varanda de um prédio na Rua Sá Ferreira, quando um tiro atravessou a coxa esquerda e se alojou na direita. Ele está internado na Clínica Ênio Serpa e passa bem. A turista paulista Terezinha Ferreira, de 58 anos, foi ferida no pescoço próximo à Praça do Lido. Ela está internada em estado grave no Hospital Souza Aguiar. O adolescente Vitor Paiva Rodrigues, de 13 anos, foi atingido na perna, no Leme. O taxista Eduardo Pereira Gomez, de 27 anos, foi ferido no pé esquerdo, quando assistia aos fogos na areia, em frente ao Hotel Copacabana Palace. Ele foi operado na Clínica Tijutrauma.

O Corpo de Bombeiros fez 240 atendimentos em Copacabana e 312 em Ipanema. Segundo o coronel Marco Silva, a maioria foi excesso de bebida ou pequenos cortes. A segurança na orla era feita por 2.000 soldados da PM e 700 da Guarda Municipal – 20% a mais do que no ano passado.