A revisão de contratos com empresas parcerias será o maior desafio do governo eleito na gestão da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). A avaliação é dos especialistas participantes do seminário “Energia: Direito de cidadania e diferencial para o desenvolvimento sustentável”, realizado em Curitiba pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea/PR) e do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge/PR).

As propostas de desenvolvimento social e econômico discutidas no evento, que termina hoje, serão encaminhadas aos novos governantes estaduais e federais.
“Temos muita esperança nos novos governantes. O povo brasileiro votou pela mudança do modelo que nos levou à falta de energia e abandono dos centros de pesquisa do setor elétrico”, destaca o engenheiro eletricista Aldino Beal, representante do Senge/PR no Fórum Popular contra a Venda da Copel.

“Esperamos que o governo paranaense reveja os contratos da Copel e analise as parcerias. As que forem danosas devem ser eliminadas”, diz. Na avaliação dele, “o maior desafio do novo governo do Paraná em relação à Copel será depurá-la daquilo que pode se chamar de bombas de efeito retardado que irão estourar no colo do novo governo por causa das multas rescisórias definidas em contrato”.