Foto: Chuniti Kawamura

 RMC vem apresentando quedas nos níveis de desemprego, desde março.

A Região Metropolitana de Curitiba manteve estabilidade na taxa de desemprego em agosto, fechando o mês em 7,6%, mesma taxa apresentada em julho, segundo indica a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada, nesta segunda-feira, pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostra que o número de pessoas desocupadas foi igual nos dois meses, ficando em 112 mil.

Na comparação com o mês de agosto de 2004, a taxa de desemprego foi 0,6 ponto percentual menor, sendo que a taxa estimada foi de 8,2%, correspondendo a 116 mil pessoas. Segundo a diretora do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira, a região da grande Curitiba vem apresentando quedas no índice desde março, chegando então, a estabilidade no mês de agosto.

Além disso, a diretora ressalta que a RMC, junto com a região metropolitana de Porto Alegre (7,6%), apresentou a segunda menor taxa de desemprego entre as regiões pesquisadas pelo IBGE, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, com 7,4%. As demais regiões apresentaram os seguintes índices: Belo Horizonte (8,3%), São Paulo (9,4%), Recife (13,4%) e Salvador (15,5%).

Nível de emprego: A Pesquisa Mensal de Emprego mostra que no referido mês, os seguintes grupos de atividades apresentaram aumento no número de ocupados na comparação com julho: ?comércio, reparação de veículos automotivos, de objetos pessoais e domésticos, e comércio varejista de combustíveis?(4,4%) e ?intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas? (2,9%).

Na comparação com agosto de 2004, os grupamentos que tiveram aumento no número de pessoas ocupadas foram: : ?indústria extrativa, de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água? (6,4%), ?comércio, reparação de veículos automotivos, de objetos pessoais e domésticos e comércio varejista de combustíveis? (10,5%), ?intermediação financeira e atividades imobiliárias, aluguéis e serviços prestados às empresas? (26,6%) e ?serviços domésticos? (4,5%).

Com redução, em agosto de 2005, ficaram: ?construção civil?(- 2,2%); ?administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais? (- 5,3%); ?outros serviços? (- 3,2%) e ?serviços domésticos? (- 1,1%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, foram: ?construção civil? (- 6,2%), ?administração pública, defesa, seguro social, educação, saúde e serviços sociais? (- 3 %) e ?outros serviços? (- 0,9%).

Comparado a julho de 2005, o grupo ?indústria extrativa, de transformação, produção e distribuição de eletricidade, gás e água? manteve constate o número de ocupados.

Registro em carteira

Segundo a pesquisa do Ipardes, o número de empregados com carteira assinada teve acréscimo de 2,5% no referido mês da pesquisa, quando comparado ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2004, o acréscimo foi de 10,3%, o que representa 64 mil pessoas a mais nesta categoria.

Sobre o número de pessoas sem carteira assinada, a pesquisa mostra que houve uma pequena redução de 0,4% em relação a julho/2005 e de 2,6% comparado a agosto/2004. Já o número de trabalhadores por conta própria reduziu em 4,5% na relação com o mês anterior e cresceu 1,2% comparado a agosto do ano anterior.

Do total de empregados no setor privado, os com carteira assinada apresentaram crescimento de 2,7% em relação a julho de 2005 e de 13,8% (78 mil pessoas) em relação a agosto do ano passado, enquanto aqueles sem carteira assinada, mantiverem-se constante em relação a julho e apresentou redução de 7,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Rendimento: No mês de agosto, o rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas teve acréscimo de 3,4% na comparação com o mês anterior, passando de R$ 916,00 para R$ 947,60.

Porém, no setor privado, os empregados com carteira assinada tiveram queda de 1,1% em seus rendimentos médios comparado a julho. Se comparado ao mês de agosto de 2004, a queda foi ainda maior, ficando em 6,1%. Já os empregados do setor sem carteira assinada tiveram queda de 2,4% em seus rendimentos médios comparado a julho e de 8% em relação a agosto/2004.

Em contrapartida, os trabalhadores autônomos tiveram acréscimo de 8,5% comparado a julho e de 8,9% a agosto do ano anterior.

Pessoas em idade ativa

A PME de agosto estimou em 2,451 milhões o número de pessoas em idade de trabalhar. Destas, 60,3% encontravam-se no mercado de trabalho, consideradas então, economicamente ativas. A População Economicamente Ativa (PEA) apresentou pequeno decréscimo (0,2%) em comparação a julho deste ano e em relação a agosto de 2004, o acréscimo foi de 4,7%, ou seja, 67 mil pessoas a mais inseridas no mercado de trabalho.

Quanto ao número de ocupados, Sachiko Araki Lira, explica que em agosto a estimativa foi de 1,367 milhão, o que representa decréscimo de 0,2% em relação a julho. Se comparado a agosto de 2004, houve acréscimo de 5,5%, totalizando 71 mil pessoas a mais nesta condição.