A vitória sobre o Chivas ontem foi especial para o goleiro Rogério Ceni. Não só porque marcou o gol que deixou o São Paulo a um empate da decisão da Copa Libertadores da América, mas também porque com o tento o goleiro chegou ao 62.º na carreira e igualou a marca do paraguaio Chilavert, até então o maior goleiro-artilheiro da história.

Antes da partida, o próprio Rogério advertia que o São Paulo vinha jogando pior do que nas outras campanhas recentes na Libertadores e que o time precisava melhorar para bater o Chivas fora de casa. E, na opinião dos jogadores, foi exatamente o que aconteceu.

"Temos que saber jogar com o regulamento, ter inteligência. Foi isso que o São Paulo mostrou hoje (ontem). Tivemos uma evolução muito grande com relação aos jogos anteriores", disse o volante Mineiro.

Segundo o retrospecto, o São Paulo terá que manter o bom futebol na partida de volta, marcado para o Morumbi, se quiser avançar na competição. Isso porque o Chivas tem bom campanha como visitante na Libertadores – em cinco jogos, conquistou três vitórias, uma delas sobre o próprio São Paulo, um empate e uma derrota. Conquistou a vaga para a semifinal com um surpreendente triunfo por 2 a 1 sobre o Vélez, que tinha a melhor campanha do torneio, em Buenos Aires.

Ciente dessa faceta dos mexicanos, o zagueiro Fabão se adiantou e pediu cautela. "Estamos de parabéns. Agora temos que ter tranqüilidade. Sabemos que a torcida vai encher o Morumbi, mas vamos procurar não tomar gol e marcarmos forte com fizemos aqui. Quando o São Paulo marca forte, joga para caramba.

A delegação são-paulina deixou Guadalajara no início da madrugada (horário de Brasília), em vôo fretado, e deve desembarcar no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, hoje à noite.