O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta quinta-feira (22) que a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) não altera as previsões de investimento da área de energia que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Rondeau garantiu também que não haverá problemas para o abastecimento de energia nos próximos anos.

Em audiência pública na comissão de Infra-Estrutura do Senado, o ministro disse que as metas do PAC prevêem que, nos próximos quatro anos, será colocada à disposição do mercado toda a energia necessária. De acordo com o programa, até 2010, entrarão no mercado 12,3 mil megawatts novos, que demandarão investimentos de R$ 65,9 bilhões. Na área de petróleo, segundo Rondeau, a meta é manter a auto-suficiência na produção, além de aumentar a qualidade dos combustíveis.

A revisão do PIB, segundo o ministro, não altera "em absolutamente nada" o planejamento do setor. "A metodologia expressou um número diferente, mas a dinâmica física da necessidade de energia está mantida de acordo com o planejamento", disse o ministro, lembrando que estão previstas revisões anuais do planejamento do setor.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem um novo cálculo do PIB de 2005, que alcançou R$ 2 147 trilhões, 10,9% maior do que foi previsto anteriormente.

O ministro disse que o governo tem uma programação adequada de crescimento do setor, com um sistema de acompanhamento permanente. "O cenário que se apresentou praticamente não altera substancialmente nenhuma ação que nós tenhamos que tomar", afirmou.

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que também estava presente na audiência pública, disse que, na produção de petróleo, a Petrobras já considerou para os próximos anos uma projeção que está 20% acima do consumo.