Os rumores sobre uma emissão soberana brasileira, que ganharam corpo no final da tarde de ontem entre os estrategistas dos fundos de investimentos estrangeiros, continuam circulando nesta manhã no mercado europeu. Embora até o momento não tenham surgido sinais concretos de que a operação esteja prestes a ser efetuada pelo Tesouro. Entre os operadores, a possibilidade mais citada é de uma emissão externa de papéis em reais, com prazo de cinco anos.

A especulação sobre a primeira captação brasileira cresceu após a Filipinas e a Turquia terem feito emissões ontem, bem recebidas pelos mercados. A forte queda dos spreads da dívida emergente nos últimos dias reforça essa expectativa entre os investidores. "Todo mundo esperava que o Brasil, Turquia e Filipinas seriam os primeiros países a emitir pois têm necessidades de financiamento neste ano", disse a analista Ingrid Iversen, do Insight Investments. "Ou seja, falta agora apenas o Brasil e o momento é muito favorável."

No geral, os investidores apostam que a dívida emergente tem um espaço limitado no curto prazo para ampliar a sua forte valorização dos últimos dias, embora o ambiente para esses ativos deva continuar positivo nos próximos meses.