O ministro da Agricultura da Rússia, Alexey Gordeyev, disse hoje que vai rever o sistema de quotas adotado para a compra da carne brasileira. Segundo ele, nos próximos quatro meses, os técnicos russos vão analisar o tema. Gordeyev recebeu o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, a quem prometeu também estudar o embargo sanitário à carne suína proveniente de Santa Catarina. A principal preocupação dos exportadores brasileiros concentra-se na área de carne de aves. Segundo Furlan, o Brasil perde mais de US$ 100 milhões por ano, por causa do critério de quotas por origem do produto. A base de cálculo não se concentra no ano passado, quando houve um crescimento nas vendas brasileiras para a Rússia.

Sobre a o embargo à carne catarinense, haverá uma reunião amanhã entre autoridades sanitárias do Ministério da Agricultura russo e o diretor geral da área de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Nelson Rui Vargas, da qual também participará o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa. De acordo com Sopelsa, o estado já perdeu R$ 100 milhões desde que as autoridades sanitárias russas colocaram barreiras para suspender a venda de carne, em dezembro.

Furlan foi recebido também pelo vice-ministro do Desenvolvimento Econômico e Comércio, Roald Piskottel, com quem tratou sobre a diversificação dos produtos comercializados entre os dois países. ?Acho que tivemos bons avanços e os próximos contatos amanhã vão fortalecer as possibilidades de negócios da indústria e do agricultura dos dois paises?.

O ministro brasileiro abriu a possibilidade de adquirir trigo russo, cuja produção para exportação é próxima a dez milhões de toneladas, além do consumo interno. Este ano, o país já exportou 8 milhões de toneladas. Amanhã a missão brasileira realiza rodada de negócios entre aproximadamente 200 empresários brasileiros e russos. Furlan tem encontro agendado com autoridades do país.