Julho terminou com o esplêndido superávit na balança comercial de US$ 5,011 bilhões, resultado do inédito volume de exportações de US$ 11,061 bilhões. As importações ficaram em US$ 6,050 bilhões, segundo as contas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Apesar do volume crescente de dificuldades na vida política, não houve nenhum prejuízo aparente, até agora, para o setor de exportações. Os recordes continuam a ser quebrados e o cenário desenhado é que no final do ano o saldo positivo da balança comercial supere com alguma folga a marca de US$ 35 bilhões.

Na medida da superposição deletéria dos desvios de um regime calcado no patrimonialismo predador de recursos públicos, paralelamente o País viu desenvolver-se um sistema produtivo direcionado para o comércio exterior, cuja afirmação é incontestável.

A exportação de commodities agrícolas, além de minério de ferro, óleos combustíveis, petróleo bruto e laminados planos foram os principais itens da pauta brasileira.

Diante desse círculo virtuoso, está coberto de razão o pleito empreendido pelos governadores do Codesul, ao cobrar da União os R$ 100 bilhões referentes à desoneração de ICMS sobre produtos semimanufaturados destinados à exportação. Tal renúncia data de 1997, quando foi aprovada a Lei Kandir. Os estados perderam receita para ajudar a exportação e agora exigem a compensação que não veio.