A Sanepar está aplicando nova tecnologia na construção de reservatório de água. Em vez de executar a tradicional obra em concreto armado, a companhia e a empreiteira contratada optaram por chapas pré-moldadas de aço vitrificadas para construir um reservatório no Arujá, em São José dos Pinhais.

Este é o primeiro reservatório montado no Brasil com esse material. Com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água tratada, é o maior da América do Sul a utilizar a tecnologia. Importadas da Inglaterra, as placas combinam a resistência e a flexibilidade do aço com a resistência à corrosão do vidro.

O tamanho das chapas é padrão, com 2,20 metros de comprimento por 1,40 de largura. O que varia é a espessura e a curvatura das chapas, ou seja, para cada anel do reservatório, o conjunto de chapas possui uma espessura diferente. Na obra de São José dos Pinhais, por exemplo, foram utilizadas placas de 2,5 a 9 milímetros. As chapas são parafusadas entre si e nas emendas, um sistema de vedação impede vazamentos. O reservatório tem cerca de 40 metros de diâmetro.

De acordo com o presidente da Sanepar, Stênio Jacob, ?esta tecnologia oferece várias vantagens, durante a execução da obra e em sua manutenção?. O tempo de montagem do tanque foi de 40 dias, contra o período mínimo de seis meses se a obra fosse executada utilizando-se tecnologia convencional. Quando em operação, este tipo de reservatório facilita os serviços de limpeza e não exige reparos constantes, como pintura e impermeabilização.

A tecnologia também oferece vantagens ambientais. Não se vê resíduos no canteiro da obra. Sobram apenas as embalagens das placas, que formam o tanque; da estrutura, que vai sustentar a cobertura; e das telhas em alumínio. O papel, a madeira e o plástico das embalagens estão sendo encaminhados para reciclagem.

Benefícios

O novo reservatório deve entrar em operação no início do próximo ano, quando serão concluídas as obras da estação de de tratamento de água Miringuava. Inicialmente, serão atendidas 87 mil pessoas que vivem nos jardins dos Bandeirantes, Roseli Maria, Analucia, Regência, Ouro Fino, Brasília, Ouro Preto, Cristina, Ouro Verde, Jussara, Aristocrata, Cruzeiro, Patrícia e Santos Dumont. Stênio informa, ainda, que as projeções indicam que no ano de 2020 este reservatório atenderá170 mil pessoas.

Para construir o reservatório foram contratadas, por meio de licitação, as empreiteiras LFM e Cesbe. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), financiados pela Caixa Econômica.

Curiosidade

Em função de suas características diferenciadas, o reservatório tem despertado a curiosidade dos moradores da região e do meio acadêmico. Estudantes de Engenharia têm visitado a obra, como oportunidade de conhecer esta tecnologia inédita no Brasil.