Para fazer seus negócios ilícitos, a família Vedoin valia-se de 14 empresas formatadas para facilitar a captura de recursos públicos, promover a reciclagem de ativos e fazer a distribuição entre os beneficiários diretos e indiretos da organização criminosa.

As empresas eram constituídas por pessoas que se limitaram a ceder o nome para o registro de atividades, movimentar valores e acobertar investimentos em favor da Planam, que comandava a máfia das ambulâncias. O segundo tentáculo do esquema eram as empresas Santa Maria Comércio e Representação Ltda, a Klass Comércio e Representação Ltda e a Enir Rodrigues de Jesus Epp. Depois, a família Vedoin firmou parceria com as demais empresas.

Para que a fraude nas licitações pudesse fluir foi necessário montar uma organização com ramificações política, empresarial e burocrática. Formou-se também um núcleo dedicado a manuseio, guarda e circulação do dinheiro ilícito, de sorte que as transferências para os beneficiários e colaboradores pudessem ocultar a ilegalidade. Esse núcleo tinha a missão de dissimular e ocultar a origem do dinheiro e indicar a melhor forma de pagar as "comissões".

O que se colheu das provas produzidas é que a organização promoveu a constituição de diversas empresas de fachada, registradas em nome de "laranjas", não só para fraudar licitações e contabilizar valores, como também para promover a reciclagem do dinheiro.

A seguir, a lista das empresas do esquema: Planam Comércio e Representação, Santa Maria Comércio e Representação, Klass Comércio e Representação, Enir Rodrigues de Jesus Epp, Comercial Rodrigues, Leal Máquinas, Vedomed Médico-Hospitalar, Unisau Comércio e Indústria, Frontal Indústria e Comércio de Móveis Hospitalares, Via Trading Comércio de Medicamentos, Medical Center Comércio de Equipamentos e Produtos Médico-Hospitalares, Medical Vilela, Oxite Comércio e Representação de Produtos Hospitalares e Suprema-Rio.