Demorou, mas a diretoria do São Paulo percebeu que não pode perder o lateral-esquerdo Júnior de mão beijada ao fim do contrato dele, em agosto. Tanto que antes do embarque da delegação são-paulina para o México, o jogador, de 33 anos, revelou finalmente ter sido procurado para negociar a renovação.

"Ele merece todo carinho e respeito do clube por tudo o que conquistou com o São Paulo. Tem uma história muito grande aqui dentro", disse o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha.

Pela lei, Júnior já poderia ter assinado um pré-contrato com outro clube, mas preferiu esperar o São Paulo se manifestar. Um possível assédio do Cruzeiro teria sido o suficiente para os dirigentes notarem que o veterano ainda pode render muito ao clube, mesmo com a forte concorrência de Jadilson. O carinho dos torcedores, que sempre o apóiam mesmo no banco de reservas, também chamou a atenção.

"Brinco que o Júnior é tão bom que ele só pode ser utilizado de vez em quando. Mas ele tem que entender que tem um grande concorrente, assim temos que ver se ele está disposto a continuar", disse Cunha.

Desde que chegou ao time, em 2004, Júnior conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores, o Mundial de Clubes e o Brasileirão.