O Ministério da Saúde liberou R$ 30 milhões para reduzir a mortalidade materna e a neonatal, que ocorre nos primeiros 28 dias de vida do bebê. Os recursos serão destinados a 78 municípios com mais de 100 mil habitantes e que têm indicadores elevados de morte materna e neonatal. O secretário de Atenção à Saúde do ministério, Jorge Solla, disse, em entrevista à Rádio Nacional, que esses municípios concentram metade da população brasileira.

O secretário acrescentou que para evitar as mortes durante o parto é preciso aumentar o número de exames e consultas durante o pré-natal. ?É importante também a qualidade da atenção durante o parto e melhorar as condições para essa assistência ser prestada durante o puerpério (período que se segue ao parto). Hoje, poucas mulheres retornam ao serviço de saúde após o parto, afirmou Solla.

Outra medida será a ampliação do financiamento do programa Saúde da Família nos municípios com menos de 30 mil habitantes e com o Índice Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo de 0.7, a partir do mês de agosto. ?Esses municípios vão ter um aumento de 50% no repasse do governo federal para o Saúde da Família. Isso vai fazer com que aumentem os recursos financeiros desses pequenos municípios e vai facilitar a fixação e atração de médicos, enfermeiros e outros profissionais?, disse o secretário. Segundo ele, os assentamentos rurais e as áreas de remanescentes de quilombos vão receber também um adicional financeiro.