O secretário estadual de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, disse que a morte de Erismar Rodrigues Moreira, conhecido como Bem-te-vi, que chefiava o tráfico de drogas na favela da Rocinha, resultou de um trabalho de inteligência realizado em conjunto com a Polícia Civil.

Itagiba destacou o "trabalho de infiltração", pois vários policiais estavam morando na comunidade, a maior favela da América Latina. E revelou que nos últimos dois anos e meio foram presas 74 das chamadas lideranças do tráfico de drogas. "Outras morreram em confronto com a polícia durante operações desse tipo, que têm dado bastante resultado", disse.

Nesse período, acrescentou, mais de 52 mil armas foram apreendidas, "ou seja, retiradas das mãos dos bandidos, e mais de 40 mil prisões foram realizadas". A ação policial vai prosseguir, garantiu, com o objetivo de combater o crime organizado. "Nós estamos em operação a todo tempo e a todo momento. E vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Prender os criminosos é um trabalho que tem início, tem meio, mas não tem fim", disse.