Recife – Os casos de febre aftosa, detectado em fazendas do Paraná e do Mato Grosso do Sul, assustam produtores de carne e leite de outras regiões do país. Para cumprir a meta de erradicar a doença até 2009, o Ministério da Agricultura vai mobilizar secretários de Agricultura e Pecuária de todos os estados.

Hoje (23), o diretor do departamento de saúde animal, Jorge Caetano, participou de reunião com secretários de Agricultura do Nordeste. "A aftosa possui alto poder de difusão e por isso não adianta os estados tratarem solucionar o problema de forma isolada. Estamos aqui reunidos para debater um sistema de cooperação em termos de vacinação e vigilância", destacou Caetano.

Segundo ele, a detecção de casos da aftosa no território nacional no ano passado, que resultou na restrição das exportações de carne para 54 países, possibilitou a redefinição de estratégias para recuperar os rebanhos e abrir os mercados internacionais.

O presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte, Sebastião Guedes, acredita que o governo brasileiro tem atuado para diminuir os impactos causados pela aftosa. No entanto, Guedes apontou como o principal entrave a falta de recursos destinados a programas de educação e extensão rural junto aos pecuaristas.

A febre aftosa é uma doença viral que atinge bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Os prejuízos são decorrentes da perda de produção de carne e de leite, além dos embargos econômicos, impostos pelos países exportadores.

Em 2005, o governo de Pernambuco conseguiu imunizar 93% do rebanho estimado em 1,8 milhão de animais. As ações de vigilância sanitária adotadas pelo estado permitiram que o Ministério da Agricultura modificasse a classificação local de zona de risco desconhecido para zona de risco médio. A medida possibilitou que pecuaristas da região passassem a exportar carne bovina. Pernambuco não registra casos de aftosa há cinco anos.