No dia 20 de agosto, com o slogan ?Vamos reforçar a vitória, Brasil?, acontecerá a segunda etapa da Campanha Nacional de vacinação contra a poliomielite. A Secretaria da Saúde já fez o repasse das doses da vacina Sabin para os 399 municípios.

?Vamos dar continuidade ao processo de imunização e garantir a saúde das crianças paranaenses. Como pediatra me sinto na obrigação de difundir e convocar toda a população para participar da campanha?, afirmou o secretário Cláudio Xavier.

Como na primeira etapa, a Secretaria da Saúde colocou à disposição 1,5 milhão de doses da vacina sabin, mobilizando mais de 9 mil pessoas, em 8.700 postos que funcionarão em todo o Estado, das oito às 17 horas.

O Governo Federal colocou à disposição do Estado do Paraná recursos de R$ 269.823,60 mil para as duas etapas. O secretário Xavier lembra que, além das campanhas de imunização, as vacinas também estão disponíveis o ano todo nos postos de saúde.

O Brasil espera vacinar 17 milhões de crianças de zero a cinco anos incompletos. Na primeira etapa, ocorrida no mês de junho, o Brasil vacinou mais de 16,3 milhões de crianças, alcançando o equivalente a 94,6% da meta.

A Secretaria da Saúde estima que no Paraná sejam vacinadas 899.412 mil crianças. Na primeira etapa 859.024 mil crianças foram vacinadas, atingindo a maior meta brasileira, juntamente com o Estado de Santa Catarina: 95,5%.

As regionais com maior número de crianças vacinadas foram a 6ª (União da Vitória), a 11ª (Campo Mourão), a 12ª (Umuarama), a 19ª (Jacarezinho) e a 22ª ( Ivaíporã), todas com 100% da meta cumprida. A 9ª Regional (Foz do Iguaçu) foi a que menos vacinou, com 85%.

A chefe da divisão de doenças imunopreviníveis da Secretaria da Saúde, Míriam Woiski, lembra aos pais que se as crianças não estiverem em dia com as outras vacinas poderão receber as doses em atraso, se levarem suas carteiras de vacinação.

Neste ano, a estratégia contra a poliomielite já completa 25 anos de existência no Brasil. Neste período, o país tem alcançado altos índices em suas campanhas contra a doença. Os últimos casos registrados no Brasil ocorreram em 1989, nos Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. No Paraná, o último caso aconteceu em 1986, em Campo Largo.

Em 1994, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a erradicação de transmissão autóctone da doença no continente americano. Os países do Pacífico Ocidental receberam o reconhecimento em 2000 e a Europa em 2002.

No mundo, três regiões ainda não receberam a certificação da erradicação da pólio: África, Sudeste da Ásia e Mediterrâneo Ocidental. A Nigéria, o Paquistão e a Índia são as três nações que registram maiores índices da doença – 77% de todos os casos globais registrados. As campanhas em países que já erradicaram a doença são necessárias, pois o fluxo de viajantes do mundo é muito grande, o que pode propagar o vírus.

A vacina oral contra a poliomielite é considerada pela OMS a única vacina capaz de viabilizar a erradicação global da doença, que causa uma infecção capaz de deixar seqüelas por toda a vida ou levar à morte. A poliomielite é também conhecida como paralisia infantil por acometer principalmente as crianças. Até meados da segunda metade do Século 20, a paralisia era uma das doenças mais temidas pela população mundial, pois paralisava centenas de milhares de crianças.

A OMS espera erradicar a pólio no mundo neste século. A erradicação global proporcionará uma economia mundial de aproximadamente US$ 1,5 bilhão a cada ano.

A vacina contra a pólio é produzida pelo laboratório do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.