O aumento de 1,3% na folha de pagamento real da indústria em 2006 reverteu, enfim, as perdas dos trabalhadores do setor em 2003, quando a queda na folha chegou a 14,6%, segundo observou Isabella Nunes, economista da coordenação de indústria do IBGE. Ela explicou que, de 2004 até o ano passado, os aumentos na folha acumularam 15,0%, levando à recuperação das perdas do primeiro ano do governo Lula.

Segundo Isabella, o resultado da folha de pagamento, amparado no sucesso da política de controle da inflação, foi o destaque positivo do mercado de trabalho industrial em 2006. A ocupação na indústria ficou estável no ano passado, sem variação ante 2005, acompanhando "um crescimento contínuo bem tímido" apurado na produção industrial em 2006.

Isabella destacou que, apesar da variação zero no ano passado, a estabilidade no emprego industrial ocorreu a partir de um "estoque bom", já que a ocupação no setor havia registrado um crescimento acumulado de 2,9% nos anos de 2004 e 2005.