Problemas de segurança impedem a retomada das obras em pelo menos 4 das 23 frentes de trabalho da Linha 4 do Metrô de São Paulo. Nesta segunda, técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) devem concluir a análise dos documentos enviados pelo Consórcio Via Amarela e pelo Metrô e decidir se liberam ou não o reinício da empreitada. A previsão inicial do Metrô era de que as obras nas frentes Caxingui/Três Poderes, Três Poderes/Caxingui, Três Poderes/Butantã e Caxingui/Morumbi recomeçassem no dia 9.

O governo estadual e o consórcio divergem sobre os motivos do atraso. O secretário dos Transportes Metropolitanos e presidente interino do Metrô, José Luís Portella, disse que há duas razões para a demora: a dificuldade do Via Amarela em reunir a documentação e o tempo de análise dos relatórios por parte do IPT, que possui um corpo técnico reduzido. ?Eles (o consórcio) dizem que cumpriram o plano de gerenciamento de risco e acredito nisso. Já cobramos o Via Amarela e eles garantiram que enviaram todo o material para o IPT?, afirmou.

Para engenheiros do consórcio, a versão é outra. Embora reconheçam que o IPT possui capacidade limitada para processar um grande volume de informações em pouco tempo, afirmaram que o não-cumprimento do cronograma inicial também é conseqüência de atraso do Metrô na entrega de relatórios sob sua responsabilidade. Conforme ofícios apresentados ao Estado, o consórcio forneceu ao IPT atas e diagnósticos nos dias 3, 5 e 9. Já o Metrô protocolou sua parte no dia 10. ?O consórcio não entregou o material antes, pois acreditava que a verificação dos planos de gestão de risco das frentes de trabalho já estava contemplada no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta, assinado em fevereiro entre o Via Amarelo, Metrô, IPT e Ministério Público)? justificou o diretor responsável do Via Amarela, Fábio Gandolfo.