Agentes penitenciários do Paraná decidiram, em assembleia extraordinária nesta terça-feira (16), que irão parar suas atividades no dia 29 de abril. Mais de 300 servidores estiveram presentes e mostraram a indignação com o atual momento da classe em um ato em frente ao Palácio Iguaçu, no bairro Centro Cívico, em Curitiba.

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“É uma forma de mostrar ao governo as nossas condições de trabalho e pedir um reajuste salarial”, disse Ricardo Miranda, Presidente do Sindicato de Agentes Penitenciários (Sindarspen). Os servidores estão sem a reposição das perdas salariais desde 2016, acumulando um resíduo inflacionário de 16%.

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A paralisação naturalmente irá atingir a sociedade, pois alguns serviços administrativos serão cancelados. Visitas a presos, manutenção dos presídios, limpeza e até mesmo consultas com advogados podem não ocorrer como é normalmente.

“As unidades prisionais estão com pouco efetivo e qualquer alteração muda à rotina do ambiente. Neste dia 29, vamos dar um basta e vamos trabalhar por um só”, ressaltou Ricardo Miranda.

Cada vez mais presos!

Desde 2010, apontou o Sindarspen, o número de presos nas penitenciárias do Paraná subiu de 14 mil para 21 mil, enquanto o número de agentes caiu. Das 4.131 vagas na carreira de agentes, atualmente, apenas 3.098 estão ocupadas, havendo a vacância de 1.000 vagas, que poderiam ser ocupadas com a realização de concurso público.

“O concurso é de extrema necessidade. Precisamos repor para diminuir o déficit. Além disto, a Polícia Militar reclama alguns serviços são realizados por eles, pois não temos pessoas para realizar tal atividade como escolta de presos”, afirmou o presidente do Sindarspen.

Propostas

Durante a tarde desta terça-feira (16), uma comitiva conversou com o General Luiz Felipe Kraemer Carbonell, Secretário da Segurança Pública do Paraná (SESP), para apresentar a proposta dos agentes e solicitar agilidade no andamento da regulamentação.

Os dirigentes sindicais apresentaram a proposta da categoria, resultado da comissão criada pelo DEPEN com representantes do governo e dos sindicatos Sindarspen e dos Servidores do Sistema Penitenciário (SINSPP). Conforme informou a assessoria dos sindicatos, o secretário se comprometeu a iniciar reuniões de trabalho para tratar do tema. A primeira reunião deve ocorrer dentro de 15 dias. Não há previsão se ela será antes ou depois da data-base.

No final da manhã, os servidores visitaram os gabinetes dos deputados estaduais, pedindo apoio dos parlamentares para as pautas da categoria. Os trabalhadores explicaram que com a contratação de mais agentes, o sistema penitenciário poderá absorver os presos que hoje estão nas carceragens das delegacias, a escolta de detentos e a segurança nas muralhas dos presídios.

A mobilização teve a participação de servidores de Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cruzeiro do Oeste e Francisco Beltrão.

 

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