Autor confesso de um latrocínio em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Braian Santana Cordeiro, de 23 anos, não ficou nem uma semana preso. Na noite deste domingo (19), o rapaz fugiu da carceragem da delegacia do município, onde estava preso desde a última quarta-feira (15).

Suspeito da morte de Roger Cristopher da Silva Terto, 18 anos, no dia 6 de fevereiro, o rapaz foi encontrado em menos de dez dias de investigação, numa feira cultural da cidade. Na época da prisão, Braian confessou que cometeu o crime e deu detalhes aos policiais.

Neste domingo, conforme informou a Polícia Civil, policiais de plantão na delegacia ouviram um barulho estranho por volta das 19h30 e, quando foram checar o que tinha acontecido, perceberam que a cela estava aberta e que Braian tinha escapado.

Segundo a polícia, o preso conseguiu arrebentar a grade da cela e fugiu. Os outros presos até pensavam em sair também, mas foram impedidos pelos policiais. Braian, que é considerado pelos policiais como um homem perigoso, continua foragido. Informações sobre ele podem ser passadas através do telefone da delegacia (41) 3608-7200 ou para a Polícia Militar (PM) pelo 190.

Confessou tudo

Aos policiais, no dia que foi preso, Braian contou que estava na cidade há apenas duas semanas e confessou o crime. “Ele disse que matou Roger com golpes na cabeça usando um bloco de concreto para subtrair seus pertences e comprar drogas”, disse.

De acordo com as investigações, a morte foi provocada por asfixia mecânica e, depois de morto, Roger foi golpeado na cabeça. O que facilitou as investigações foi o registro de câmeras de segurança, que, depois de analisadas pelos policiais, mostraram toda a ação. Se condenado, Braian pode chegar a 30 anos de prisão.

Família revoltada

Para os familiares de Roger, a fuga de Braian é motivo de revolta e consternação. “Aquele pouco de alívio que sentimos pela prisão, por saber que quem fez o crime estava preso, acabou. Voltou nosso pânico de volta. Ninguém nunca vai conseguir imaginar a raiva que a gente está sentindo. A única coisa que era para a polícia fazer, impedir ele de sair da cadeia, a polícia não fez”, desabafou Rafaelli da Silva, 28 anos, irmã da vítima.

Ainda de acordo com ela, Braian só foi preso porque a Polícia Civil teve a ajuda da família de Roger. “A polícia cumpriu o trabalho de prender, mas quem investigou todo o crime foi a gente. Nós que fomos atrás das câmeras de segurança, fizemos todo o trajeto que o bandido fez, descobrimos até onde ele estava e avisamos os policiais”.

Aos familiares, vizinhos contaram que Braian pode estar num matagal da cidade. “Nós até fomos atrás, fizemos algumas buscas, mas temos medo e não temos estrutura para ir atrás. Só que a polícia também não tem estrutura, então não sabemos o que fazer”, disse a irmã da vítima.

O medo de Rafaelli é de que Braian possa fazer alguma coisa com a família. “O que a gente pede é que as pessoas ajudem, para que a polícia prenda de novo este homem. Porque não é só a gente que corre risco, mas a população também”.