Pelo menos três horas. Esse foi o tempo que um ladrão ficou na Escola Estadual Padre João Wislinski, no Santa Cândida, no último sábado (25). A ação do homem resultou em muita destruição e saldo negativo de um computador levado junto com uma parte da merenda dos alunos.

Tudo foi registrado pelas câmeras de segurança, imagens que a Tribuna do Paraná teve acesso nesta segunda-feira (27). Portas foram destruídas, papéis espalhados ao chão e molhados com água, geladeiras e armários quase esvaziados, nem o filtro de água usado pelas crianças foi poupado. O marginal usou o equipamento como ferramenta para ajudar a quebrar o que encontrava pela frente.

Conforme a diretora da escola, os professores e funcionários passaram o final de semana trabalhando. “Foi a maneira que encontramos para organizar o espaço e não prejudicar os alunos. As aulas não foram afetadas”, comentou Lucimara Pereira.

Nesta segunda-feira, quando a Tribuna esteve na escola, a destruição já não fazia mais parte do colégio, mas os professores continuavam à sombra do susto que levaram no sábado. “Ele não teve nem um pouco de dó. Destruiu o que pode e só não fez pior porque temos grades em outras salas importantes”, disse Lucimara.

Homem destruiu até o filtro de água do colégio. Ele usou a peça arrancada para quebrar o que via pela frente. Foto: Divulgação.
Homem destruiu até o filtro de água do colégio. Ele usou a peça arrancada para quebrar o que via pela frente. Foto: Divulgação.

No computador levado pelo ladrão, havia material didático e anotações importantes sobre os alunos. “Essa foi a nossa maior perda. Vamos ter que fazer todo um trabalho para recuperar”, considerou Lucimara.

Para ter acesso às salas que queria, o homem quebrou portas, alguns cadeados e até fechaduras do tipo tetra. Fazendo as contas de quanto vão gastar para repor, somente com as portas, a diretora já calculou mais de mil reais. “Bem mais, porque ele destruiu quatro portas”.

Pensando numa saída

O plano da direção da escola era fazer, para a Páscoa, uma rifa entre os professores e a comunidade. A ideia era ajudar a arrecadar recursos para algumas melhorias.

Agora como estes plano mudou, a rifa continua, mas com a intenção de investir o dinheiro na reposição do que foi destruído. Que quiser ajudar pode entrar em contato com a escola, através do telefone (41) 3256-2649.

Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.