Os corpos do casal Adilson Gonçalves de Godoi, 45 anos, e Keila Rodrigues Moreira, 30 anos, foram encontrados dentro de duas covas na tarde desta segunda-feira (1.°), em uma área de matagal no Caximba, em Curitiba. Eles estavam desaparecidos desde o fim de semana, quando foram retirados à força de dentro da própria casa por três homens, na madrugada de sexta-feira (29), no Tatuquara. Os corpos tinham vários ferimentos causados por arma branca e, segundo a perícia, Adilson Gonçalves teve a cabeça arrancada com o uso de um facão. A polícia acredita que os dois foram torturados.

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O desaparecimento do casal era investigado pela Divisão de Proteção à Pessoa (DPP) da Polícia Civil, após a irmã de Keila prestar queixa. A delegada Iara Laurek Dechiche, responsável pelo caso, disse que o trabalho da divisão terminou. Pelo desfecho relacionado à morte, a investigação vai para a Divisão de Homicídios (DHPP). “Não era dessa forma que esperávamos solucionar o caso. Infelizmente, encontramos os dois sem vida, em covas com menos de 50 centímetros de profundidade”, explicou.

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Ainda segundo a delegada, os corpos foram encontrados durante uma diligência pela região. “Viemos aqui porque Adilson e Keila moravam nas proximidades. Chegamos nesta segunda, pela manhã, e uma denúncia anônima nos trouxe até a região de matagal, onde nos deparamos com as covas com bastante terra e folhas por cima. Pelo estado deles, é uma morte recente, que pode indicar tortura desde a sexta-feira, quando desapareceram”, disse a delegada.

O perito Silvestre Ornelas confirmou a hipótese de uma morte recente. Pelos ferimentos nos corpos, a suspeita é de arma branca, inclusive de mais de um tipo. “O corpo do homem pode ter sido decapitado por um facão. Já outras perfurações encontradas nos dois indicam o uso de faca. Até mesmo uma machadinha pode ter sido usada”.

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Segundo a delegada Iara Dechiche, Adilson Gonçalves tinha passagem criminal por Lei Maria da Penha e agressão. Por volta das 17h desta segunda-feira, familiares das vítimas aguardavam para prestar depoimentos na DPP. A polícia ainda investiga a motivação e a possível tortura ocorrida. Ninguém foi preso.

Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal de Curitiba (IML).

 

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