Começam nesta terça-feira (11), em Guarapuava, as audiências do caso da morte da advogada Tatiane Spitzner, assassinada no dia 22 de julho por seu ex-marido, Luis Felipe Manvailer, conforme apontam as investigações do caso. O biólogo é acusado de homicídio qualificado (por feminicídio, impossibilidade de defesa, meio cruel e motivo torpe), cárcere privado e fraude processual. A juíza responsável pelo caso, Paola Gonçalves Mancini, começa a ouvir as testemunhas do caso a partir das 13 horas.

Os laudos da perícia confirmaram a morte de Tatiane por asfixia mecânica, antes de ser atirada do apartamento onde vivia, no centro de Guarapuava. Algumas partes da ação daquela madrugada foram registradas por câmeras de segurança do prédio, com o momento em que o corpo da advogada cai do prédio e as agressões sofridas por ela na garagem e no elevador do edifício.

Manvailer está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava e está previsto que o biólogo preste depoimento apenas na quinta-feira (13).

Relembre o caso

Tatiane morreu na madrugada do dia 22 de julho, depois de supostamente cair de um edifício no Centro de Guarapuava. O marido dela, Luis Felipe, foi preso após sofrer um acidente na BR-277, a 340 quilômetros da cidade. Aos policiais, disse que se acidentou porque a imagem da esposa pulando a sacada não saía da cabeça dele.

A afirmação, porém, começou a ser duvidada. Para o Ministério Público do Paraná (MP-PR), Luis matou a mulher e a jogou pela sacada. Testemunhas teriam visto o homem inclusive recolhendo o corpo de Tatiane e levando de volta ao apartamento. Câmeras de monitoramento também registraram essa ação.

O casal estava junto havia cinco anos e parecia ser feliz, mas a família de Tatiane afirma o contrário e o MP-PR diz que ela era vítima de um relacionamento abusivo. A família, inclusive, disse que a advogada queria pedir o divórcio.

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Vídeo mostra marido batendo em Tatiane Spitzner antes de sua morte