Foi encontrado na madrugada deste sábado (10) o corpo do professor Flávio Laureth Ávilla, de 53 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (6). Quem apontou o local exato onde o corpo estava foi um suspeito do crime, que foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Além deste rapaz, um adolescente também teria participado do assassinato e é procurado.

Enrolado num cobertor, o corpo estava no meio de um matagal próximo ao Parque Nacional do Guaricana, na divisa de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com Morretes, no litoral do Paraná. A perícia do Instituto de Criminalística encontrou ferimentos na cabeça da vítima.

O suspeito do crime foi preso no bairro Boqueirão, depois de uma denúncia que surgiu no decorrer das investigações sobre o desaparecimento do professor. Ao ser levado à DHPP, o rapaz teria confessado o crime, mas para os policiais ainda faltava encontrar o corpo. Depois de algum tempo, o suspeito resolveu contar os detalhes e indicou o local exato onde tinha deixado o professor morto.

A Tribuna do Paraná apurou com a DHPP que Flávio estava com as mãos e os pés amarrados com fios de luz. Na cabeça foi colocado um saco plástico preto. Além da coberta que enrolava o corpo todo da vítima, os assassinos prenderam o cadáver com fitas adesivas.

Motivo é mistério

Flavio-AvillaSegundo a polícia, o rapaz que foi encontrado disse aos policiais que quem teria matado o professor foi um adolescente, que ainda não foi apreendido. Este rapaz estaria com o Captur que desapareceu junto com o homem. O carro também não foi encontrado.

A equipe de investigação da DHPP já sabe qual foi a motivação do crime, mas essa informação ainda não foi repassada. Conforme apurou a reportagem, detalhes sobre o assassinato vão ser divulgados somente quando o adolescente for encontrado e apreendido.

Flávio Laureth Ávilla era professor de Biologia e Ciências e lecionava há mais de 20 anos nos colégios estaduais Santa Rosa e Conselheiro Carrão. Ele foi visto pela última vez no bairro Jardim das Américas, em Curitiba, de onde saiu em direção à Secretaria Estadual de Educação, no bairro Água Verde, mas não chegou ao destino.

Veículo flagrado

De acordo com a DHPP, o utilitário de Flávio foi visto duas vezes nesta quarta-feira (7) passando pela Avenida Comendador Franco (Avenida das Torres). Às 10h15 do mesmo dia, o carro foi fotografado por um radar no sentido a São José dos Pinhais e, às 10h30, voltando para Curitiba. A placa do veículo é BBG-5816.

Família destruída

Desde o sumiço do professor de biologia, a família já procurava por ele desesperadamente. O boletim de ocorrência foi feito imediatamente, mas os parentes pediram também ajuda à imprensa para que ele fosse localizado. Nas redes sociais, muita gente se mobilizou postando fotos e pedidos de informações sobre Flávio.

Com a notícia de que o corpo foi encontrado, uma sobrinha do homem lamentou o que aconteceu nas redes sociais. “Muito obrigado a todos que compartilharam. Infelizmente, meu tio não está mais entre nós, foi vítima de uma crueldade”, disse a mulher, que completou dizendo que jamais vai esquecer o tio. “Vou lembrar de você com aquele sorrisão, seu carinho por nós”.

Corpo foi encontrado na divisa de Morretes , no Litoral, com São José dos Pinhais. Foto: Divulgação/ Polícia Civil.
Corpo foi encontrado na divisa na divisa de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), com Morretes, no litoral do Paraná. Foto: Divulgação/ Polícia Civil.